terça-feira, 16 de agosto de 2011

Você pode ser um criminoso

Será que este rapazinho será considerado um infrator?

Caros leitores, às vezes vejo algumas notícias que parecem saídas de um filme hollywoodiano. Eu fico tão impressionado com alguns fatos que acontecem no Brasil que não posso deixar de compartilhar com vocês.
Na semana passada, um rapaz de 18 anos foi preso em Apucarana, interior do Paraná, por ter beijado uma menina de 12. O “incidente” aconteceu em uma praça da cidade. Uma mulher que passava pelo local viu a cena e chamou a polícia. O jovem foi preso em flagrante, acusado de “estupro de vulnerável”.
Eu descobri que não sei distinguir o que é um crime ou não. A nova lei do estupro é uma coisa surreal. Compreendo que uma menina de 12 anos não é capaz de avaliar se deve ou não manter uma relação sexual. Agora, um beijo é um passo muito anterior a isto. Não dá pra pensar que uma moça entrando na adolescência não possa decidir quem deve paquerar.
Eu fico imaginando se saírem por aí prendendo todos os caras que beijam meninas de 12, 13, 14 anos... Daqui a pouco nossas ruas estarão sem jovens. E o pior, os rapazes passarão a pedir para ver os documentos de identidade das moças. A nova lei passa do limite de proteger à população e chega a ser moralista.
Felizmente, o Juiz de Apucarana foi sensato e mandou soltar o rapaz. Na opinião do magistrado não houve qualquer dano físico ou moral à moça. Pelo menos alguém teve bom senso neste caso.
A legislação vigente sobre o estupro já começa a ser criticada pelos juristas. Obviamente uma lei não pode abrir brechas para situações como esta. Se o juiz não fosse prudente, o rapaz poderia ser condenado a 8 anos de prisão. Tudo por causa de um beijo.
É hora de nos preocuparmos menos com os romances da juventude e olharmos com mais atenção as decisões dos senhores que comandam a nação.

André Salles

O imbatível Novak


Sei que este tema não agrada muito à maioria dos leitores e que poucos acompanham este esporte, mas as incríveis marcas de Novak Djokovic em 2011 merecem ser comentadas. Neste domingo, o sérvio chegou ao nono título em dez competições e a 53 vitórias e apenas uma derrota na temporada.
O Masters 1000 do Canadá, disputado em Montreal, foi o sexto torneio deste porte no ano, o quinto vencido por Djokovic. O único que teve outro campeão foi o de Monte Carlo, e por um simples motivo: O sérvio não participou da disputa. Nenhum tenista havia vencido mais de 4 masters 1000 em apenas uma temporada. As 5 conquistas de Novak fazem parte de um ano brilhante, cheio de recordes, digno dos gênios do esporte.
Em uma era dominada por dois mestres como Roger Federer – considerado pela crítica o melhor tenista de todos os tempos e dono de 16 títulos de Grand Slam – e Rafael Nadal – hexacampeão de Roland Garros e 10 conquistas de Grand Slam – os números do sérvio se tornam ainda mais impressionantes. A única derrota da temporada veio na semifinal de Roland Garros, contra um Federer inspiradíssimo. O retrospecto contra Nadal é espetacular: 5 vitórias e nenhum revés, todas em finais. São as marcas impressionantes do novo número 1 do mundo.
Em Montreal, Novak foi impecável, um título merecidíssimo. Os outros concorrentes foram caindo pelo caminho e o sérvio fez a final contra o atual sétimo do ranking, Mardy Fish. Apesar de não ter conseguido liquidar em dois sets, devido à pressão de jogar como número 1 pela primeira vez, o título não poderia ter ido pra outras mãos.
Agora chegamos ao Masters 1000 de Cincinnati, a última preparação para o Us Open. Alguém tem coragem de apostar em outro campeão?

André Salles

sábado, 13 de agosto de 2011

Celebração às pontes no aniversário do Muro


Há exatos 50 anos era erguido o maior monumento separatista do mundo, um símbolo da intolerância e da falta de liberdade. Não era apenas um muro cortando a capital alemã, era um marco da divisão mundial.
A guerra fria já havia repartido a Coréia em duas, agora, o povo alemão também estava separado. O mundo vivia um momento de grande tensão. As duas superpotências da época – Estados Unidos e União Soviética – se armavam até os dentes para uma “guerra ideológica”. De um lado, o capitalismo americano e a Otan, de outro, o comunismo Soviético e o pacto de Varsóvia.
Os anos passaram e a guerra continuou fria. A batalha atômica que o mundo temia não aconteceu. Até que em 1990, com o bloco comunista enfraquecido, o muro de Berlim finalmente caiu. A monstruosa barreira de concreto encravada no centro da Europa virava apenas mais uma página dos livros de história. Quase 30 anos depois, a Alemanha estava unificada de novo.
O lado triste deste fato é que não foi a intolerância que acabou, foi um dos regimes que ruiu. O mundo está “quase todo unido” porque o capitalismo é o único sistema econômico vigente. As nações dominantes continuam não respeitando a pluralidade de ideais. Quem ousa ser contrário ao modelo é duramente embargado.
A Coréia ainda está divida e Cuba sofre com as restrições financeiras. É hora de cairem as últimas barreiras que dividem o mundo e de passarmos construir pontes ao invés de muros.

André Salles

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Os bons morrem jovens


Vivemos um momento em que o Brasil está sendo passado a limpo. Muitas denúncias de corrupção em todas as instâncias e todos os poderes. Os corruptos estão sendo condenados e a vigilância sobre os agentes públicos está crescendo a cada dia.
Infelizmente, quem se dedica a combater as mazelas de nossa terra é caçado, ameaçado e combatido. As falcatruas estão entranhadas como um câncer no sistema público nacional. Em todos os setores, o “jeitinho brasileiro” vem lesando a população e favorecendo um pequeno grupo com muito poder.
Ontem, a juíza Patrícia Acioli foi brutalmente assassinada em uma emboscada quando chegava de carro à sua casa. 21 tiros atingiram a magistrada. Ficou claro que foi uma morte encomendada, sua atitude severa incomodou os criminosos.
O ato bárbaro foi um duro golpe à sociedade civil brasileira. Quem tem o dever de cuidar do nosso futuro corre risco. Outra vez, nos sentimos desprotegidos. A força do crime organizado é grande e tenta calar qualquer um que queira mudar o destino desta nação. A sensação de impotência e o medo assolam os cidadãos.
Sei que é difícil, mas espero que a morte da juíza dê mais força aos que querem reconstruir o Brasil. Não podemos parar agora, chegou a hora de colocar o nosso país no rumo certo. Este é o momento de acabarmos com a corrupção e os privilégios. Não admitimos mais crimes impunes. Precisamos que o poder judiciário veja com os mesmos olhos os políticos de Brasília e os meninos de rua da candelária.
Deixo aqui a minha prece pela Dra. Patrícia Acioli. Sua luta não foi em vão.

André Salles

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Gabão ou Gamão?


Ontem a seleção brasileira teve outra atuação digna de nota, infelizmente, pelo péssimo futebol apresentado. Ser derrotado pela Alemanha não é um problema, o que me preocupa é perder de todas as grandes seleções, e sem apresentar um bom futebol. Uma equipe apática e sem brilho entrou em campo. Desse jeito, vamos ter muito que penar até o mundial.
A seleção canarinho mais parece um canário belga, ou melhor, um cavalo paraguaio – aquele que chega todo pomposo e que no meio do páreo já ficou para trás. O esquema do Mano tem pouca coisa a ver com o futebol envolvente e bonito que o Brasil sempre jogou. E pra piorar, esse grupo parece não ter vontade de vestir a amarelinha. Falta garra, determinação e empenho.
Agora vem a piada.
Depois dos seguidos vexames, o Brasil cancelou os amistosos contra Itália e Espanha. Ao invés disto, duelaremos com a “fortíssima” seleção do Gabão. Com todo respeito à nação africana, a CBF acabou de admitir a incompetência da nossa equipe. Alguém aí já ouviu falar do futebol Gabonês? Ou de algum jogador do país?
O Brasil – penta campeão mundial, considerado o melhor futebol do mundo, dono de craques de renome – não pode abandonar jogos contra grandes seleções pra fazer bonito em cima de equipes frágeis. Vai ficar fácil dizer que o Brasil jogou muito, que o time foi envolvente.  Se continuarmos nesta toada, 2014 é um fracasso anunciado.
Como nada vai ser mudado, eu fico me perguntando se não entendi errado. Talvez a nossa seleção saia do futebol e vá jogar gamão. Acho que o vexame seria menor. Uma partidinha de gamão deve ser menos entediante do que um jogo contra o Gabão. Quem sabe assim o Brasil não consiga mais uma estrela de campeão do mundo.

André Salles

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Ah, o amor!


Ontem não pude estar por aqui, o dia foi corrido demais. Hoje voltamos à rotina normal. E 10 de agosto é uma data muito especial pra mim. Hoje é o aniversário da minha companheira, leitora, amiga, amante... E por isto, o tema de hoje é o amor.
A gente tem o péssimo hábito de não perceber que a felicidade pode estar bem do nosso lado. As pessoas se fecham por medo, por achar que a alegria está sempre distante. Permita-se, o amor pode estar do seu lado. Comigo foi assim. A minha amiga mais próxima, a pessoa que me fazia tão alegre. E olha só, já são 5 anos.
Li uma pesquisa outro dia sobre relacionamentos. A conclusão era a seguinte: Apenas 1 relacionamento em cada 10 é saudável. Significa que 90% dos casamentos e namoros que vemos por aí não vai bem das pernas. E o porquê disto?
Porque as pessoas não respeitam o espaço das outras, querem controlar cada movimento do parceiro, acham que se são donas da vida do amado. Homens e mulheres dependentes, ciumentos, inseguros e possessivos são um prato cheio para uma relação problemática.
Precisamos urgentemente compreender que não somos proprietários dos nossos companheiros. Um casal deve perceber que cada um tem sua vida e que o outro é apenas uma parte dela. Quando os dois vivem a mesma vida tem alguma coisa errada. Entendam por favor. Controlar não adianta nada, quem quer trair consegue. A liberdade é a maior dádiva que temos. As pessoas devem estar juntas por opção e não por imposição.
A nossa sociedade deve rever suas concepções sobre o amor. Se não, passaremos a viver relacionamentos descartáveis. Cada vez mais seremos individualistas e solitários.
O amor precisa se reinventar...

André Salles

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O aniversário do caos

Este final de semana marcou o aniversário do pior ataque a bomba da história da humanidade. Infelizmente, uma mancha negra no nosso passado. 200 mil pessoas perderam a vida com a explosão. Se considerarmos as mortes indiretas, este número cresce muito.
Era manhã de 6 agosto de 1945 quando um avião norte-americano lançou sobre Hiroshima a primeira bomba atômica. Três dias depois explodiria a segunda, sobre Nagasaki. O Japão se rendia e as armas nucleares marcavam o fim da Segunda Guerra Mundial.
O símbolo da vitória americana foi a arma mais cruel utilizada em batalha. Um ícone da ignorância humana. Não dá pra considerar um armamento de destruição em massa um avanço. As guerras provam que a ciência pode ser usada contra o bem da humanidade.
O Japão conviveu durante anos com mortes e deformidades decorrentes da radiação. Um povo com sequelas graves daquele agosto. A única nação que sentiu na pele o horror de uma bomba nuclear. O país se reconstruiu da tragédia, mas as guerras ainda estão por aí.
A cada década podemos contar inúmeras batalhas. A ambição movimenta o poderio bélico. E as desculpas são sempre as mesmas: Salvar o mundo, proteger a população, enfim... O motivo real não muda: Poder.
Gostaria de crer que viveríamos em um mundo sem guerras, onde todos os povos fossem livres. Infelizmente, isso é utopia. O ser humano tem um caráter dominador. Sermos iguais não é o suficiente, existe a necessidade de ser superior.  Desta forma, as guerras se perpetuam e a tecnologia vai avançando com interesses obscuros.
E fica a pergunta: Uma espécie que gasta mais com guerras do que com comida para os necessitados merece o título de obra prima da criação?

André Salles