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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O poder da mulher brasileira


Quem diria meus amigos, a revolucionária perseguida, presa e torturada algumas décadas atrás foi considerada pela revista Forbes nesta quarta-feira a terceira mulher mais poderosa do mundo. Tida como guerrilheira durante os anos 70, Dilma Vana Roussef comanda, hoje, a 7ª economia do planeta.
Independente de ser contra ou a favor do governo, fico feliz de ver uma mulher no cargo mais alto de uma nação com essência tão machista. As eleições do ano passado coroaram este avanço do nosso povo. Pela primeira vez nos deixamos governar pelo sexo feminino.
Hoje, quando ouvi a divulgação do ranking das mulheres mais poderosas, fiquei satisfeito por ver o nosso país tão bem colocado no cenário mundial. Assistindo a uma palestra na internet do Dr. Mario Sérgio Cortella, descobri que o 1º dia deste ano foi simbólico para o Brasil. Pela primeira vez nos mais de 500 anos de nossa história conseguimos empossar consecutivamente 3 presidentes eleitos democraticamente. Isso, sim, é uma vitória.
Penso que independentemente das escolhas que um povo faça, ter o direito de decidir é sempre a melhor opção. Sendo essencialmente a favor da democracia, fiquei feliz demais de passarmos mais uma vez por um processo democrático sem nenhuma ameaça à liberdade. Cada vez mais nos afirmamos como uma nação sólida e que respeita os direitos civis da população.
Talvez poucos se lembrem do fato que mais me marcou na posse da nova presidente do Brasil. O momento que a Dilma passa em revista as tropas e se torna “comandante-em-chefe” das forças armadas foi emblemático pra mim. A mulher tão duramente maltratada pela ditadura se tornava chefe suprema dos militares. A quebra de protocolo e o beijo na bandeira nacional me fizeram chorar. Naquele momento, nos lembrávamos que a democracia venceu a opressão.
Daqui a 3 anos voltaremos às urnas para escolher um novo presidente. Até lá, precisamos esquecer em quem votamos e torcer para que a nossa governante faça um bom trabalho, afinal, agora ela é a presidente de todos os brasileiros. Democracia é, acima de tudo, querer o melhor para a nossa pátria.
Viva o país do futuro!

André Salles

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Os rumos da nossa sociedade

Hoje resolvi atender ao desejo de um leitor. Ontem me pediram para fazer uma reflexão sobre a sociedade carmense. Obviamente, não estou aqui para criticar as pessoas, estou aqui para analisar os fatos de forma apartidária. Acredito que a condição social do nosso município é um pequeno exemplo da sociedade brasileira como um todo.
Há anos o Carmo passa por um grave problema de ordem econômico-social. A desindustrialização da cidade gerou uma dependência econômica da prefeitura, sendo assim, todo o giro financeiro municipal está ligado aos cofres públicos. Um município que vive exclusivamente deste tipo de renda gera cidadãos amordaçados.
O povo não se mobiliza em prol de movimentos democráticos porque temem por sua fonte de renda. Exercício da democracia não é apenas ir às urnas a cada eleição, é cobrar o melhor de nossos governantes, é participar da política diária. Afinal, eles são os nossos representantes. Já passou da hora dos cidadãos entenderem que a ditadura e a opressão caíram faz 25 anos. A liberdade de expressão é direito constitucional e ninguém pode ser punido por isto.
A sociedade brasileira vem passando por uma mudança profunda. O espaço para manipulações eleitorais não existe mais. O brasileiro entendeu que o político que se corrompe durante a corrida eleitoral vai lesar o povo depois que estiver no poder. A população carmense precisa compreender essas mudanças e exercer toda sua consciência política. As próximas eleições têm tudo para coroar o interesse coletivo, e não o particular.
É urgente que o Carmo resolva duas questões crônicas de nosso dia a dia: a saúde e a educação. Esses são os pilares de uma sociedade saudável. Há décadas nossa cidade convive com problemas nessas duas áreas.
E a culpa é toda dos governantes?
Não. A culpa também é da sociedade civil, pois não se mobiliza, não exerce sua cidadania.
Nos resta a esperança de que nosso povo compreenda o verdadeiro sentido da democracia e assim possamos fazer o melhor pela cidade bela.

André Salles

sexta-feira, 29 de julho de 2011

América democrática

Ontem mais um passo foi dado na consolidação da democracia na América do sul. O continente, assolado por governos autoritários durante o século XX, empossou mais um presidente eleito por seu povo. Ollanta Humala é o primeiro esquerdista a assumir o poder no Peru nos últimos 35 anos.
O país andino foi a última nação sul-americana a derrubar seu ditador e ainda vive à sombra do governo totalitarista de Alberto Fujimori, eleito no início da década de 90 e que se manteve autoritariamente no governo até o ano 2000. O ex-presidente está preso por crimes cometidos durante seu governo.
Keiko Fujimori, filha do ditador, disputou a última eleição e deixou uma questão. O Fujimorismo voltará?
Penso que se for por vontade do povo, os “Fujimori” têm todo direito de liderar a nação. O que não podemos admitir são governos autoritários manchando a democracia do nosso continente. Talvez o medo de uma nova ditadura Fujimorista tenha sido um bom aliado para Humala.
De qualquer forma, o novo presidente se recusou a fazer o juramento sobre a constituição promulgada durante os anos ditatoriais e fez seu juramento sobre carta magna anterior, de 1979. Foi um belo gesto pró-democrático. Feio foi o ex-presidente, Alan García, não participar da posse.
Mas o que importa é que o Peru conseguiu eleger seu presidente democraticamente pela terceira vez seguida. A América parece cada vez mais longe das ditaduras.
Viva a Democracia!!!

André Salles