A grande nação do último século, o país mais poderoso do mundo desde a segunda guerra, a maior potência bélica do planeta. É... Nada disso pode evitar que os Estados Unidos passem pela maior crise de endividamento de sua história.
Não é de hoje que a solidez da economia americana está sendo posta à prova. Sucessivas crises, o crescimento exorbitante da China e a desvalorização do dólar vem pondo em cheque a hegemonia norte-americana. O Tio Sam já não mostra mais aquela invejável saúde financeira. Até ontem o país emprestava dinheiro, hoje precisa urgentemente aumentar o limite de sua dívida para não dar um calote.
E a declaração de ontem do presidente Barack Obama???
Parece não haver outra saída para pagar os próximos vencimentos a não ser pegar outro empréstimo. O grande problema é que o teto da dívida foi atingido e aumentá-lo unilateralmente pode ser um suicídio político. Obama declararou que os republicanos precisam abandonar os interesses nas próximas eleições e pensar no bem do país. A proposta do presidente é de cortar gastos e aumentar os impostos das classes econômicas mais altas.
A resposta da oposição não tardou...
O presidente da Câmara, Deputado John Boehner, entrou no ar assim que o discurso do chefe de estado acabou. Ele disse que os republicanos não vão dar um cheque em branco para o presidente e mantiveram a posição contrária ao aumento dos impostos. Os republicanos esperam um grande corte nos gastos com programas sociais do governo.
Enquanto o impasse permanece, a possibilidade de rebaixamento pelas agências de classificação de risco aumenta. A nota americana é considerada a mais segura do mundo. O calote da nação mais poderosa do planeta traria consequencias graves para a econômia mundial. O desemprego e os juros cresceriam rapidamente. Haveria um desequilibrio no consumo e nas exportações. O risco é iminente.
Todos os grandes impérios do mundo ruíram e o futuro norte-americano parece fadado ao mesmo destino. Os problemas vêm se agravando ano a ano. O custo das guerras é insutentável. Resta saber se o domínio mundial passará de mãos nesta ou nas próximas crises.
André Salles